"A todos os amigos e visitantes de passagem por esse meu mundo a preto e branco lhes desejo um bom entretenimento, seja através de textos com alto teor poético, através de fotos que uso para compor esse espaço ou das notas musicais na voz de Nara Leão... que nem vejam passar o tempo e que voltem nem que seja por um momento!"

15 de ago de 2011


O guarda-chuva

Nas manhãs de inverno
o homem transpunha a porta
e, sob a asa negra do guarda-chuva,
transportava a solidão.

No comboio,
ela entrava de roldão
e em cada rosto se estampava;
no trabalho,
por onde passeasse a sua vida morta,
a solidão medrava.

À noite, apenas regressado,
fechava a asa,
e deixava de novo a solidão
à solta,
pela casa.

Manuel Filipe

2 comentários:

  1. Belíssimo, seu Blog.
    Retornarei ...

    Frater abraço,
    Bruno de Paula

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  2. Oi querida Helena

    Seu blog é uma delícia...
    E essa poesia linda demais...

    Quando deixamos a solidão se instalar em nós, ela teima em nos acompanhar aonde quer que a gente vá...

    Beijos
    Ani

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Não creias nos meus retratos, nenhum deles me revela.
Os meus retratos são vários e neles não terás nunca o meu rosto de poesia.

Gilka Machado